A década de 90 iniciou com a expectativa
de uma nova boa campanha no campeonato gaúcho. A
ampliação das sociais do Altos da Glória
permitia maior conforto ao público, e uma boa parte
delas já era provida de cobertura. Apesar do esforço
dos dirigentes, em 1990 o time lutou contra o rebaixamento,
terminando a competição em 9º lugar e
com um futebol muito aquém do apresentado em 1989.
A estrutura consolidada permitiu a realização
de boas campanhas nos anos seguintes, e o Glória
finalizou em quarto lugar na Copa Governador de 1991 e em
sétimo no Gauchão de 1991 e de 1992, quando
teve o vice-goleador, Amarildo, com 12 gols. Em 1993, embora
não chegando à fase decisiva, obteve o primeiro
triunfo sobre a dupla Gre-Nal: vitória de 3 a 1 sobre
o Inter, em Vacaria.
Um ano depois, o “Leão” teve o melhor
desempenho desde 1989, conquistando a quinta posição,
uma à frente do Grêmio. Também em 1994,
venceu pela primeira vez o tricolor, então campeão
da Copa do Brasil, por 2 a 0, em jogo disputado no “Alçapão
da Militar”. Em 1995, embora não tenha avançado
no Gauchão, venceu a seletiva e conquistou o direito
de disputar a Série C do Brasileiro, do qual abriu
mão. Em 1996, uma boa equipe, que contava com os
“canarinhos” Luiz Carlos Winck e Hélcio,
além de Marcos Toloco, veterano da conquista de 1988,
finalizou na sexta colocação.

O grupo do Glória em 1996. Em
pé, da esq. para a dir.: Beto Almeida (Técnico),
Jair (Roupeiro), Vadico (Supervisor), Pessali, Luiz Carlos
Winck, Otto, Sandro, Carlos, Magero, Júlio Lírio,
Toni, Aguiar, Géverton, Edu Chaves (Supervisor) e
Vilson Costa (Prep. Físico). Agachados: Marcos Toloco,
Carioca, Marcelo Sé, Marcelo Prates, Dejai, Hélcio,
Toninho Paraná, Uana, Flavinho Oliveira, Luiz Ernesto,
Alex, Miranda, Faíska e Alexandre.
Embora não realizando uma boa campanha no primeiro
semestre, 1997 viu o Glória conquistar o vice-campeonato
da Copa Galego, que reunia equipes do interior gaúcho.
Na finalíssima, disputada em Vacaria, empate em 1
a 1 com o São Luiz. Time do Glória naquela
partida, orientado por Alberto Monteiro: Magero; Lelo, Pessali,
Aguiar e Márcio; Uana (Marcelo Bolacha), Jorginho
(Tiongo), Giovani Melo e Sandro; Tuto e Lela (Dejai).
Na temporada de 1998, a frustração: após
dez anos na elite, uma sucessão de maus resultados
determinou o rebaixamento à Divisão de Acesso.
O vice-campeonato da Copa Galego permitiu que a equipe seguisse
na competição para ser eliminada somente pelo
campeão Juventude, mas a má-fase era evidente:
terminou em último na Copa Abílio dos Reis.
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